O líder da bancada do PT, deputado Miguel Rossetto, reafirmou que a valorização dos servidores públicos e a garantia do pagamento de seus salários são prioridades inegociáveis. A declaração foi feita nesta quinta-feira (5/11), durante audiência pública da Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle da Assembleia Legislativa, que debateu o Projeto de Lei 409/2026, referente à Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027.
Rossetto se manifestou após o relator da proposta e provável futuro secretário da Fazenda, deputado Claudio Branchieri (PL), colocar em dúvida a capacidade do Estado de garantir o pagamento dos salários do funcionalismo. Após a cobrança, o relator recuou e se comprometeu publicamente com o líder da bancada do PT e os servidores públicos presentes na audiência com o pagamento dos salários em dia.
Rossetto também fez um balanço crítico dos oito anos do governo Eduardo Leite, apontando o agravamento da situação fiscal do Rio Grande do Sul. Segundo ele, o Estado chega ao final desse ciclo com uma previsão de déficit de R$ 4,8 bilhões, dívida maior, patrimônio público reduzido, serviços desorganizados e perda de profissionais qualificados. O parlamentar também destacou os passivos deixados nas áreas da saúde e da educação pública. “Se pegarmos esses valores que o Governo Leite vai ficar devendo para a saúde e educação públicas, o déficit ultrapassa os R$ 6 bilhões”, explicou.
“Estamos diante do resultado de uma gestão fracassada, que deixou o Estado mais pobre e com enormes desafios pela frente. É preciso interromper essa agenda de desestruturação do serviço público e construir um projeto de desenvolvimento verdadeiro e sustentável para o Rio Grande do Sul”, afirmou. Rossetto disse, ainda, que a bancada vai aguardar que o governo eleito apresente a definição do orçamento para o próximo ano e que espera que o governo Zucco não prossiga com uma agenda atrasada e destruição do serviço público.
Texto: Juliana Thomaz
Foto: Kelly Demo Christ

