quarta-feira, 01 julho

A lã artesanal gaúcha – e os produtos dela decorrentes – ganham destaque na entrada do Parlamento estadual com a 5ª edição da ‘Feira Pelas Mãos do Pampa’, com diversos ateliês expondo diferentes artigos, como casacos, mantas, boinas, coletes, cobertores, entre outros. As peças, produzidas a partir da lã ovina, vêm de cidades como Bagé, Candiota, Piratini e Canguçu e buscam destacar a cadeia produtiva da lã produzida no estado. A exposição vai até a próxima sexta-feira (03/07).

“É uma ótima oportunidade para que a sociedade porto-alegrense, que as milhares de pessoas que frequentam as dependências do Parlamento e para quem circula pelo Centro Histórico da Capital conheçam um pouco mais da potencialidade e da criatividade de um processo artesanal desenvolvido a partir de um produto gaúcho feito totalmente por mãos gaúchas. Fora isso, a lã natural é incomparável quando posta ao lado do similar sintético. E estamos falando de uma cadeia produtiva que envolve renda para a agricultura familiar, valorização da cultura, das comunidades locais, preservação da tradição”, compara o deputado Valdeci Oliveira, proponente da atividade.

Todos os produtos expostos, que incluem ainda peças de decoração e acessórios, são feitos com fiação e tingimento manuais. A Feira conta ainda com a promoção conjunta da Assembleia Legislativa, Associação para Grandeza e União de Palmas (AGRUPA – entidade comunitária rural localizada no interior de Bagé), Associação de Desenvolvimento do Alto Camaquã (ADAC) e a Cooperativa Agropecuária do Alto Camaquã. “Ficamos felizes em poder trazer para Porto Alegre um pouco desta arte, que quanto mais a gente conhece mais se apaixona”, disse Vera Colares, presidente da AGRUPA.

Durante o evento, Valdeci também destacou o trabalho do colega Luiz Fernando Mainardi, ex-deputado e atual prefeito de Bagé, autor da lei 15.845, de 2022, que instituiu no Estado a semana da moda em lã do RS. “Foi o que garantiu a realização, há quatro anos, desta importante exposição. Talvez o Rio Grande do Sul ainda não tenha a dimensão do potencial do trabalho artesanal feito a partir da lã de ovelha, das milhares de pessoas envolvidas, comprometidas, das mãos criativas que elaboram peças ao mesmo tempo rústicas como delicadas. E esse trabalho precisa ser destacado, mostrado, incentivado. E a Assembleia faz sua parte”, ponderou o parlamentar, desejando que o modelo da atividade feita na Assembleia replique por outros cantos do Rio Grande.

Legislação – A lei 15.845/22 busca, além da visibilidade e o fortalecimento da cadeia local de produção relacionada à criação da moda artesanal a partir da lã no Rio Grande do Sul, a valorização de um produto tradicional do RS, o desenvolvimento econômico através da geração de emprego e renda nas comunidades envolvidas com sua produção e comercialização, incentivo às indústrias criativas e de moda locais, ao turismo interno e externo e ao consumo e exportação do produto artesanal gaúcho.

Texto: Tiago Machado e Marcelo Antunes
Foto: Christiano Ercolani/ALRS

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