O deputado Zé Nunes destacou a importância estratégica do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) para a economia gaúcha e defendeu a recomposição dos quadros técnicos e de pesquisa da autarquia. Durante reunião da Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo, nesta quinta-feira (07/05), o parlamentar relatou visita recente à sede do Irga e à estação experimental de Cachoeirinha, onde discutiu os desafios enfrentados pelo instituto em um “novo momento” financeiro, após mudanças no destino da taxa CDO (Cooperação e Defesa da Orizicultura).
Segundo Zé Nunes, um dos avanços recentes foi a garantia de que os recursos arrecadados pela taxa passem a ser destinados diretamente à entidade, deixando de ir para o caixa único do Estado. “Hoje esse valor vai para uma conta do Irga e somente pode ser aplicado pelo instituto”, afirmou. O deputado alertou para problemas estruturais relacionados à falta de servidores efetivos. Conforme Zé Nunes, devido a aposentadorias e ausência de reposição funcional, houve redução do número de técnicos e pesquisadores da instituição, levando à contratação temporária de profissionais para atividades consideradas permanentes.
Zé Nunes criticou a terceirização de pesquisadores envolvidos em projetos científicos de longo prazo, como o desenvolvimento de novas cultivares de arroz. “A atividade de pesquisa não combina com contratos temporários. Desenvolver uma nova cultivar pode levar dez, quinze ou vinte anos”, observou. Ele ressaltou o papel econômico e social da cadeia produtiva do arroz no Rio Grande do Sul e afirmou que o Estado responde por cerca de 70% a 80% da produção nacional do grão. “O arroz agrega valor, gera emprego na indústria, movimenta a economia e produz arrecadação para municípios e Estado”, disse.
Texto: Felipe Samuel
Foto: Vanessa Vargas

