sexta-feira, 04 setembro

(Foto:William Schumacher)

 

Nesta quinta-feira (12), o deputado Pepe Vargas ocupou a tribuna em seu segundo Grande Expediente, desta vez para prestar uma Homenagem aos 20 anos de criação da Secretaria Estadual do Meio Ambiente. Durante o período regimental, o deputado defendeu a necessidade de se aprofundar o debate da temática ambiental.

Para homenagear os 20 anos da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA) de deputado Pepe Vargas convidou o ex-governador Olívio Dutra, Claudio Langone, primeiro secretário da SEMA, e funcionários: “O objetivo é relembrar esse marco histórico para as políticas ambientais do estado e homenagear os responsáveis por este importante marco institucional do setor no Rio Grande do Sul. É também uma oportunidade de refletir sobre a atual política ambiental no estado e País”, justificou.

O deputado frisou que para oferecer produtos úteis à vida cotidiana, a indústria, a agricultura e outras atividades econômicas precisam de água, energia e matérias-primas arrancadas da natureza. Com maior ou menor intensidade, estas atividades deixam inevitavelmente passivos ambientais e consomem recursos naturais renováveis e não renováveis, por isso, políticas públicas voltadas ao meio ambiente se tornam necessidades prementes.

 

Pepe presta homenagem aos 20 anos de criação da Sema, em Grande Expediente

 

Pepe recordou que até 1988, o Rio Grande do Sul era um dos poucos estados do país que não tinha uma secretaria de meio ambiente. “Foi no governo Olívio Dutra, que ela começa a existir. Vinte anos depois, as decisões do Governo Olívio na área ambiental se tornam determinantes na preservação e nas políticas ambientais do estado”.

O deputado lembrou a desconstituição das políticas de defesa ambiental no governo Bolsonaro, cuja evidência trágica é o recorde de queimadas na Amazônia. A escalada de liberação de novos agrotóxicos e do uso abusivo dessas substâncias, com efeitos nocivos sobre a saúde humana, sobre os animais, sobre o solo e os recursos hídricos. A fusão, na estrutura do governo do estado, da área de infraestrutura e da área ambiental, conflitivas muitas vezes, sob uma só secretaria. “Vivemos tempos de precarização dos órgãos ambientais, como a tentativa de extinção da fundação zoobotânica, hoje funcionando por meio de liminar, e a insuficiência de recursos humanos e materiais da FEPAM, num momento em que investimentos objeto de polêmicas ambientais estão à espera de licenciamento, como a Mina Guaíba e a mineração de chumbo em Caçapava do Sul”, argumentou.

O deputado encerrou o Grande expediente, citando uma frase proferida pelo Papa Francisco em 2014, durante a II Conferência Internacional de Nutrição, em Roma, quando falava dos impactos das mudanças climáticas sobre a produção de alimentos: “Deus perdoa sempre, o homem perdoa às vezes, a natureza não perdoa nunca.”

 

Texto: Vania Lain

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