O deputado Halley Lino denunciou, nesta quarta-feira (28/10), manifestações de perseguição política contra comerciantes, profissionais liberais e trabalhadores no período pós-eleitoral. Durante reunião da Comissão de Economia, Trabalho, Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, o parlamentar relatou ter recebido denúncias de campanhas nas redes sociais para boicotar estabelecimentos em razão da posição política de seus proprietários.
“Chegaram muitas denúncias sobre pessoas dizendo: ‘Não compre naquela determinada loja porque é de um petista’. Essa é uma defesa que quero fazer de forma isonômica: essa opção pelo ódio não pode acontecer de nenhum lado”, afirmou.
Halley também citou relatos de demissões e de empregadores que defendem não contratar pessoas identificadas com algum partido. Segundo o deputado, há previsão legal para responsabilizar práticas discriminatórias nas relações de consumo e de trabalho. “Estamos orientando as pessoas que sofrerem esse tipo de violência a procurarem o Ministério Público e o Ministério Público do Trabalho”, declarou. Como referências para responsabilizar práticas discriminatórias nas relações de consumo e de trabalho, citou as leis nº 8.137/1990 e nº 9.029/1995.
Ao abordar os precedentes históricos dessas práticas, Halley citou o macarthismo nos Estados Unidos, marcado pela perseguição a pessoas acusadas de ligação com o comunismo, e a perseguição aos judeus na Alemanha nazista. O deputado alertou para a reprodução de movimentos de intolerância no Brasil e defendeu o respeito às diferenças políticas. “Vamos evoluir como sociedade e não repetir esses erros”, disse. Ele também pediu apuração das agressões contra militantes do PT em São Leopoldo.
Texto: Clarissa Pont
Foto: Charles Scholl

