terça-feira, 27 outubro

O deputado estadual Adão Pretto Filho (PT) criticou, nesta terça-feira (27/10), durante manifestação na sessão plenária da Assembleia Legislativa, a circulação de listas de boicote contra empresas, profissionais e artistas que declararam voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições. O material vem sendo compartilhado por militantes da extrema direita em grupos de WhatsApp.

Para o parlamentar, a prática repete episódios registrados em 2022 e representa uma tentativa de intimidar pessoas por suas posições políticas. “As eleições acabaram no domingo, mas, infelizmente, uma prática da extrema direita derrotada nas urnas voltou à tona: as listas de boicote contra quem declarou voto no presidente Lula e em candidatos do campo progressista. Isso é uma tentativa de constranger e intimidar a população por exercer livremente seu direito democrático”, afirmou.

Adão também estabeleceu uma comparação histórica ao criticar a exposição pública de pessoas em razão de suas convicções políticas. “Essa prática me remete ao nazismo, quando adversários eram marcados e perseguidos. Não podemos aceitar que métodos de intimidação e perseguição política sejam naturalizados em uma sociedade democrática”, declarou.

O deputado alertou que a elaboração e a divulgação dessas listas, dependendo das circunstâncias e da conduta dos envolvidos, podem configurar crimes. Ele orientou pessoas e empresas prejudicadas a procurar os órgãos competentes, como o Ministério Público e a Polícia Civil, para registrar denúncias e avaliar as medidas cabíveis.

Na Assembleia Legislativa, Adão, que preside a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos (CCDH), colocou o colegiado à disposição de quem se sentir lesado. “Quem estiver sendo prejudicado pode procurar a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos. Vamos acompanhar os casos e cobrar a apuração das denúncias, para que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados na forma da lei”, afirmou.

“Democracia sempre. Não vamos permitir que práticas fascistas e de perseguição política intimidem a nossa população. Ninguém pode ser ameaçado ou sofrer retaliações por expressar seu voto”, concluiu o parlamentar.

Texto: Guilherme Zanini
Foto: Charles Scholl

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