terça-feira, 11 agosto

A situação da Escola Estadual de Ensino Médio Dr. João Fagundes, de Uruguaiana, foi tratada nesta terça-feira (11/08) na Comissão de Educação e Cultura. Por requerimento da deputada Sofia Cavedon, a comunidade escolar apresentou sua preocupação com a proposta de instalação de uma unidade do Colégio Tiradentes nas dependências da instituição.

Professores, estudantes, familiares e demais integrantes da comunidade escolar se posicionam contra o que consideram a descaracterização da Escola Dr. João Fagundes para a implantação do colégio militar. A instituição tem 58 anos de história em Uruguaiana e atualmente oferece ensino público e inclusivo, educação em tempo integral e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Segundo representantes da comunidade, a posição contrária à mudança já foi apresentada à Secretaria Estadual da Educação (Seduc), inclusive em processo de consulta. A defesa é pela manutenção da identidade, da proposta pedagógica e da gestão da escola.

A deputada Sofia Cavedon manifestou apoio à mobilização e defendeu que a comunidade seja efetivamente ouvida antes de qualquer decisão.

“Vamos dar encaminhamento apoiando a comunidade escolar. É uma escola de turno integral e precisamos de alternativas. Quem sabe o Colégio Tiradentes em outro espaço possa atrair outros jovens, mas precisamos de mais escolas e de mais alternativas pedagógicas, e não reduzi-las”, afirmou.

Para Sofia, a trajetória e o trabalho desenvolvido pela instituição deveriam resultar em mais investimentos, e não na perda de sua autonomia. “Vocês merecem respeito, apoio e investimento. Contem conosco nesta resistência. Possivelmente é justamente pela qualidade da escola que surgiu esse interesse, mas, ao invés disso, é preciso valorizar a direção e a comunidade escolar”, destacou.

A deputada também ressaltou que uma eventual mudança precisa respeitar os princípios da gestão democrática da educação pública. “Há uma consulta à comunidade escolar e esperamos que a Seduc respeite essa manifestação e compreenda que a comunidade não deseja ter sua gestão compartilhada nem a escola ocupada pelo Colégio Tiradentes”, afirmou.

Para a comunidade escolar, qualquer decisão sobre o futuro da João Fagundes precisa partir da escuta de quem construiu seus 58 anos de história e garantir a continuidade de uma escola pública, inclusiva e comprometida com a qualidade do ensino.

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