O deputado Zé Nunes participou, nesta segunda-feira (25/05), da mobilização em defesa dos fumicultores realizada em Santa Cruz do Sul. Organizado pela FETAG-RS com apoio de entidades regionais, o ato reuniu produtores, lideranças e representantes da agricultura familiar para dar visibilidade às dificuldades enfrentadas pelo setor, como aumento dos custos de produção, impactos climáticos e redução da renda das famílias.
Entre as principais reivindicações estiveram o debate sobre o preço pago pela produção, as condições de comercialização da safra e o cumprimento das regras que regulam a classificação do fumo na propriedade. A mobilização ocorreu na sequência dos debates realizados na Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa, com participação da Afubra e da Fetag-RS. Presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Produtores da Cadeia do Tabaco e da Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo da Assembleia Legislativa, Zé Nunes afirmou que o momento exige responsabilidade para que o custo das dificuldades do setor não recaia exclusivamente sobre quem produz.
“Não podemos aceitar uma lógica que descapitalize quem produz. Se há dificuldades no setor, esse custo não pode ficar apenas com o agricultor. Defendemos renda justa, valorização do trabalho das famílias fumicultoras e respeito a quem enfrenta todas as etapas exigentes da produção”, afirmou. Autor da lei que determina que a classificação do fumo seja realizada diretamente na propriedade do agricultor, Zé Nunes defendeu o cumprimento das normas que regulam a comercialização da safra e criticou práticas que, segundo relatos apresentados ao mandato e às entidades, estariam sendo adotadas durante a compra da produção.
O deputado também afirmou que está sendo elaborada uma nota técnica jurídica para avaliar medidas institucionais diante de possíveis descumprimentos da regulamentação vigente. Durante o ato, Zé Nunes fez um chamado ao presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing, para ampliar a discussão sobre a cadeia produtiva do tabaco. “Quero fazer um debate público sobre a cadeia da fumicultura e a relação entre empresas e produtores. É preciso discutir com transparência o cumprimento das regras, ouvir quem está na lavoura e enfrentar os problemas reais vividos pelas famílias produtoras”, declarou.
Após a mobilização, entidades representativas do setor se reuniram com o SindiTabaco e empresas fumageiras para tratar das condições de comercialização da safra. Entre os encaminhamentos, ficou o compromisso de ampliar o diálogo com as comissões representativas dos produtores, mesmo com o encerramento gradual da comercialização desta safra, e aprofundar o debate sobre critérios mais claros para os próximos ciclos produtivos.
Texto: Jean Lazarotto
Foto: Tito Lima

