sexta-feira, 08 maio

 

 

O deputado estadual Zé Nunes participou nesta segunda-feira (30/03), na Câmara de Vereadores de Pelotas, da audiência pública promovida pela Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, presidida pelo deputado Adão Pretto Filho, que tratou sobre a morte do agricultor Marcos Nörnberg. A atividade foi marcada por forte comoção, especialmente pelo depoimento da esposa da vítima e de sua filha, que relataram a dor de terem presenciado a ocorrência e as consequências irreparáveis para a família.

Marcos Nörnberg, de 48 anos, foi morto em janeiro de 2026, após ser atingido por disparos dentro de sua própria residência, na presença de familiares, durante uma ação da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, o que levantou sérios questionamentos sobre a legalidade da abordagem e a proporcionalidade do uso da força na operação.

Durante a audiência, Zé Nunes criticou a ausência de representantes das forças de segurança e de órgãos do Estado. “Lamentamos profundamente o silêncio das instituições. Nenhum representante da Secretaria da Segurança Pública, do comando da Brigada Militar, da Casa Civil ou do Ministério Público esteve presente para prestar esclarecimentos à Comissão, à família e à sociedade”, afirmou.

O parlamentar também situou o caso em um contexto mais amplo, mencionando outros episódios de abordagens violentas envolvendo agricultores e trabalhadores no Estado. Segundo ele, a situação exige respostas concretas e revisão de procedimentos. “Não se trata de um caso isolado. Foi uma ação do Estado que precisa ser esclarecida. Queremos saber quem determinou essa operação e quais foram os parâmetros adotados”, questionou.

Zé Nunes defendeu rigor na apuração e transparência no processo investigativo, ressaltando que o episódio evidencia problemas no modelo de segurança pública atual. “Esse fato mostra que há questões graves que precisam ser enfrentadas. Precisamos discutir que tipo de polícia queremos para garantir a segurança do nosso povo, sem gerar medo na própria população”, concluiu.

O deputado encerrou afirmando estar preocupado com o relatório que será apresentado pelas forças de segurança e destacou que avalia medidas para levar o caso ao âmbito federal, inclusive ao Ministério da Justiça, a fim de assegurar transparência nas investigações. “Não vamos aceitar relatórios que tentem distorcer ou amenizar essa barbaridade insana praticada pelo Estado do Rio Grande do Sul”, declarou.


Texto: Jean Lazarotto – 
 MTB 20325

Foto: Jorge Schneider
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