terça-feira, 17 março

A Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou, nesta terça-feira (17), o Projeto de Lei nº 134/2025, que institui o Dia das Cozinhas Solidárias e Comunitárias, a ser celebrado anualmente em 3 de maio. A data passa a integrar o Calendário Oficial de Eventos e Datas Comemorativas do Estado. A proposta, de autoria do deputado Adão Pretto Filho, vai agora para a sanção do governador.

O projeto, de acordo com o deputado, é uma forma de homenagear e reconhecer o empenho das cozinhas solidárias e comunitárias, especialmente em momentos de crise, como a pandemia e a enchente histórica de 2024. A escolha da data tem um simbolismo: foi em 3 de maio de 2024 que Porto Alegre foi inundada pela força das águas, levando milhares de pessoas a deixarem suas casas. Na escassez de recursos, as cozinhas tiveram papel determinante para fazer chegar o alimento a essas famílias.

Dessa forma, o projeto tem por objetivo principal reconhecer formalmente a relevância dessas iniciativas, celebrar a solidariedade demonstrada pela sociedade civil, valorizar o trabalho voluntário, preservar a memória das vítimas e fortalecer a rede de cozinhas já existentes, incentivando a criação de novos espaços. Para o deputado Adão Pretto Filho, a aprovação do projeto no Parlamento é um reconhecimento do papel fundamental das cozinhas em meio à tragédia.

“As cozinhas solidárias foram a linha de frente da nossa resposta humanitária. Elas mostraram que, quando o poder público, a sociedade civil e os voluntários se unem, ninguém fica para trás. Registrar esse esforço na lei é reconhecer a força do nosso povo e garantir que essa rede continue viva”, afirmou. A iniciativa reforça a compreensão das cozinhas solidárias e comunitárias como uma importante tecnologia social de combate à fome e como instrumento de segurança alimentar, especialmente relevante em situações de emergência e vulnerabilidade.

“O Dia das Cozinhas Solidárias e Comunitárias é um reconhecimento importante, mas precisamos avançar em mais políticas públicas e investimento nas cozinhas. São instrumentos fundamentais no combate à fome e insegurança alimentar”, concluiu o deputado.

Texto: Guilherme Zanini
Foto: Charles Scholl

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