quinta-feira, 05 março
 

O deputado Valdeci Oliveira, membro da Comissão Mista Permanente de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa, criticou nesta quarta-feira (19/11) o que chamou de “aumento abusivo”, o reajuste de mais de 21% nas contas de luz dos consumidores gaúchos atendidos pela CEEE Equatorial. A elevação deverá entrar em vigor a partir do dia 22 de novembro, próximo sábado. “Esse é o resultado da privatização, que é o preço abusivo cobrado pela energia elétrica, item essencial na vida das famílias, e que vai pesar no bolso dos trabalhadores. Esse é mais um exemplo de que a ideia vendida que ‘privatizar resolve’ era uma grande mentira. E no fim, é o povo que paga pelos erros dos governos. Quem vendeu e entregou a CEEE foi o atual governador Eduardo Leite, que deveria perguntar ao povo gaúcho se isso melhorou a vida da população”, frisou o deputado.

A declaração foi dada logo após encontro entre Valdeci e o colega de bancada, Miguel Rossetto, presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que está em andamento no Parlamento estadual e investiga falhas na prestação do serviço, principalmente aquelas ligadas ao fornecimento de energia elétrica no RS, tanto pela própria CEEE Equatorial quanto pela RGE, outra concessionária privada que explora o serviço em solo gaúcho.

Na próxima segunda-feira (24/11), às 16h, a CPI realizará uma audiência pública na sede do Legislativo rio-grandense e que deverá contar com a presença do presidente da CEEE Equatorial, Riberto José Barbanera. O dirigente prestará depoimento aos integrantes da Comissão sob juramento e deverá responder às denúncias até aqui apuradas pelo colegiado. “Esse reajuste anunciado está acima de qualquer índice próximo ao bom senso, o que também iremos questionar a empresa”, destaca Valdeci.

Entre os pontos que deverão ser questionados a Barbanera estão o mau atendimento, demora no restabelecimento da energia, falta de investimentos e planejamento, além de denúncias de exploração de trabalhadores. Segundo ranking da Aneel, que autorizou o reajuste, a empresa apresentou no ano passado o pior desempenho entre todas as distribuidoras de energia elétrica que atuam em território brasileiro.
 
 
Texto: Tiago Machado – MTE 9.415 Marcelo Antunes – MTE 8.511 
Fotos: Tiago Machado
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