quinta-feira, 23 abril

 

 

Em meio às discussões da 11ª Conferência das Partes para o Controle do Tabaco (COP-11), em Genebra, o deputado Zé Nunes acompanha as negociações da Convenção-Quadro da Organização Mundial da Saúde (OMS) e reage à disseminação de informações falsas que têm causado apreensão entre produtores de tabaco no Rio Grande do Sul. 

Presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa, Zé Nunes acompanha as reuniões da COP11, que reúne delegações de 183 países para tratar exclusivamente de temas ligados à saúde pública. Segundo o deputado, conteúdos divulgados no Brasil distorcem o caráter técnico da conferência e alimentam medo entre produtores. “O que estamos vendo aqui é sensacionalismo, promoção individual e proselitismo. Mentiras que colocam medo nas famílias que tiram seu sustento do tabaco. Isso é um desrespeito profundo aos agricultores.”, afirma.

Ele reforça que não há qualquer proposta de encerramento da fumicultura no país e lembra que, em 22 anos de Convenção, nunca houve ameaça à produção. O desempenho recente do setor confirma a avaliação: entre janeiro e abril de 2025, as exportações brasileiras de tabaco somaram US$ 907,6 milhões, o melhor resultado do período em dez anos. No Rio Grande do Sul, a indústria ligada ao tabaco cresceu 17,9% em doze meses, acrescentando R$ 2,7 bilhões à economia estadual. O deputado também destaca a Lei Estadual 15.958/2023, de sua autoria, que garante a classificação do tabaco nas propriedades.

 

Acesso e preparação da COP11

Sobre a questão das comitivas impedidas de acessar as sessões, o deputado avalia que seria importante permitir a participação de parlamentares como ouvintes. Apesar disso, ressalta que a decisão não cabe ao Brasil, e sim ao colegiado internacional formado por mais de 183 países, que define as regras de participação. Para ele, a presença como ouvintes ajudaria a fortalecer a transparência e reduzir a propagação de informações equivocadas.

Zé Nunes recorda ainda que participou das etapas preparatórias da COP11 na Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro (CONIQ), junto a representantes da fumicultura, onde foram discutidas as principais preocupações do setor. O que também descarta que a agricultura familiar não foi ouvida na posição dos representantes brasileiros.

O parlamentar destacou que o governo brasileiro levou à conferência especialistas que participam das discussões. A delegação, formada por representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário e por técnicos do Ministério da Agricultura, atua de forma ativa nas negociações. Ele reforçou que o governo colocou a agricultura no centro do debate e que há profissionais com profundo conhecimento da cadeia do tabaco.

A agenda do parlamentar segue até o encerramento da conferência, com o compromisso de garantir informações corretas aos agricultores e agricultoras familiares.
 
Texto: Texto: Jean Lazarotto – MTE 20325

Foto: Nathan Oliveira

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