quinta-feira, 05 março

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa que investiga os problemas no fornecimento de energia elétrica pelas concessionárias CEEE Equatorial e RGE realiza na quarta-feira (22/10), às 18h, audiência pública da Região Serra na Câmara de Vereadores de Caxias do Sul. Presidida pelo deputado estadual Miguel Rossetto (PT), a CPI pretende fazer um diagnóstico das falhas e apresentar iniciativas para solucionar os problemas enfrentados pela população gaúcha.

As principais queixas da região da Serra, atendida pela RGE, dizem respeito ao aumento expressivo no valor das tarifas, que, inclusive, levou o Procon de Caxias a pedir providências ao Ministério Público. O órgão já recebeu mais de mil reclamações de cobranças abusivas desde junho. Moradores de diferentes cidades da Serra relatam acréscimos que ultrapassam 2.000% em relação aos valores habituais.

Segundo denúncias feitas na audiência pública realizada pela Câmara de Vereadores em agosto, há casos de contas residenciais que saltaram de R$ 190 para R$ 1.100, de R$ 130 para R$ 700. Em um empreendimento comercial de Ana Rech, as despesas de energia passaram de R$ 2 mil para R$ 24 mil.

“As audiências regionais têm sido um espaço para ouvir de perto as comunidades que mais sofrem com as falhas do serviço, como falta de luz recorrente, instabilidade da rede, demora no atendimento e, muitas vezes, ausência de informações claras para os consumidores. No caso da Serra, vamos buscar entender esse aumento abusivo e repentino nas contas de luz”, afirmou Miguel Rossetto.

Os parlamentares da CPI vão ouvir o depoimento de prefeitos e vereadores da região, além de representações setoriais e comunidade. A atividade é uma das sete audiências públicas regionais aprovadas pelo colegiado no início dos trabalhos da CPI, em agosto. Já foram realizados encontros em Porto Alegre, Osório e Rio Grande. Depois de Caxias do Sul, será a vez de Novo Hamburgo, Erechim e Santana do Livramento.

Composta por 12 deputados titulares (incluindo o presidente da CPI) e 11 suplentes, a Comissão tem 120 dias para conduzir suas atividades, prorrogáveis por mais 60.

 
Texto: Juliana Thomaz
Foto: Greice Nichele
 
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