quinta-feira, 05 março

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou, nesta terça-feira (14/10), a criação da Comissão Especial de Diagnóstico da Saúde Mental, proposta pelo deputado Halley Lino. A iniciativa marca um novo passo no enfrentamento da crise emocional que atinge o Estado após anos de eventos traumáticos, como a pandemia de COVID-19 e as trágicas enchentes.

“A saúde mental não pode ser um privilégio”, afirmou Halley Lino, citando o Papa Francisco durante seu discurso no plenário. “Precisamos oferecer um olhar mais atento e humano à população que ainda sofre com as marcas dessas tragédias”, completou. A nova comissão terá como missão mapear os impactos psicossociais das tragédias e eventos traumáticos, identificar as principais demandas das comunidades afetadas e propor soluções legislativas e políticas públicas eficazes.

“Nosso papel é ouvir quem sofre, quem cuida e quem luta. Só assim construiremos um sistema de saúde mental mais forte e acessível a todos os gaúchos”, destacou o deputado. O parlamentar apresentou dados preocupantes de pesquisa conduzida pela UFRGS e pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre, que aponta que 91% dos entrevistados relataram sintomas de ansiedade. Além disso, 60% apresentaram sinais de burnout; 50% tiveram sintomas de depressão; e 24% relataram indícios de estresse pós-traumático meses após as enchentes.

O requerimento que deu origem à comissão foi apresentado por Halley Lino em fevereiro de 2025. Para aprimorar o debate sobre o tema, serão realizadas audiências públicas e visitas técnicas em diversas regiões do Estado. A aprovação da proposta representa um avanço importante nas políticas públicas de saúde mental no Rio Grande do Sul, consolidando a pauta como uma das prioridades da atual legislatura.

Texto: Nathan Oliveira e Leonardo P. K.
Foto: Kelly Demo Christ

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