quinta-feira, 05 março

Durante a reunião da Comissão de Economia desta quarta-feira (15/10), o deputado Halley Lino criticou o Programa Família Gaúcha, lançado pelo governo Leite para enfrentar a pobreza e as vulnerabilidades sociais. O parlamentar chamou atenção para falhas no desenho e na execução do programa, que movimenta cerca de R$ 120 milhões do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs).

Segundo Halley, o governo criou uma estrutura paralela ao Sistema Único de Assistência Social (Suas), com metodologia própria e pouco alcance diante da realidade social do Estado. O programa prevê a contratação de 314 pessoas para acompanhar cerca de 10 mil famílias, o que representa apenas 1,6% do total de famílias pobres do Rio Grande do Sul.

O deputado também apontou a limitação territorial da iniciativa. “Tivemos 360 municípios com decreto de emergência, e esse programa atinge apenas 20% deles. Temos que aprofundar o debate sobre o vínculo frágil dessas pessoas que vão às residências das famílias e sobre a falta de integração com o SUAS”, afirmou.

Halley sugeriu que o secretário de Desenvolvimento Social, Beto Fantinel, seja convidado a comparecer à Comissão para contribuir com o debate e esclarecer quem são as pessoas contratadas, qual metodologia será utilizada e como será aplicado o volume de recursos previsto.

“O governo do Estado parece uma grade de televisão: todo dia tem um programa novo. Agora é o Família Gaúcha, que precisa ser examinado com muita cautela”, concluiu o deputado.

 

Texto: Lua Kliar
Foto: Nathan Oliveira 

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