sábado, 07 março

 

“Será uma revolução na Saúde na nossa Região Sul”. Essa a avaliação do deputado Zé Nunes sobre o projeto de expansão e construção da sede própria do Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). O andamento da obra foi detalhado na reunião da Comissão de Saúde e Meio Ambiente, nesta quarta-feira (27/08), pelo superintendente do Hospital Escola da UFPel, Tiago Collares. Vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), e referência em oncologia, o Hospital Escola beneficiará mais de 1 milhão de pessoas de Pelotas e região. A sua construção é financiada pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo Lula, cujo investimento de R$ 274 milhões vai ampliar em 40% a capacidade de atendimento via Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com Tiago Collares, o Hospital Escola é atualmente o único em Pelotas a atender 100% pelo SUS e a única unidade da Rede Ebserh que não possui sede própria, operando com mais de 70% de sua estrutura em prédios locados. Para atender a essa demanda histórica, a construção da nova sede, iniciada em 3 de abril, tem prazo previsto de 36 meses, com entrega prevista para o primeiro semestre de 2028. ““Este hospital nasce do esforço de muitas mãos e instituições. A UFPel e a Ebserh mostram que a união entre a universidade pública e a rede de hospitais universitários pode transformar sonhos em realidade”. E acrescentou: “Seremos o maior complexo hospitalar federal da metade sul do estado e queremos promover uma mudança de paradigmas, assumindo compromissos com a saúde e fortalecendo áreas de referência, como gestação de alto risco e oncologia, de forma qualificada, tecnológica e humana. Cada etapa desta obra é um passo rumo a um futuro mais justo e inovador para o SUS e para nossa comunidade”.

Com a nova estrutura, o HE-UFPel passará de 171 para 274 leitos, incluindo 50 leitos de Unidade de Terapia Intensiva adulto, pediátrica, neonatal e semi-intensiva. A expansão beneficiará mais de um milhão de pessoas de 27 municípios da região sul do Rio Grande do Sul, que utilizam o Hospital como referência na prestação de serviços assistenciais. Por mês, são cerca de 450 internações hospitalares, 150 internações domiciliares, oito mil consultas ambulatoriais, 21 mil exames, 120 partos, 30 mil procedimentos ambulatoriais, sendo mil tratamentos oncológicos. O Hospital vai gerar de forma direta e indiretamente mais de 500 empregos.

O vereador de Pelotas Ronaldo Quadrado destacou que o projeto do hospital foi votado no plano plurianual por 7.408 pessoas, dando a dimensão de quão importante é o equipamento para a cidade e para a metade Sul do Estado. “Será referência para 1 milhão de usuários do SUS, que será o financiador de todo o atendimento disponibilizado pelo hospital, mas ainda é necessário conseguir recursos para equipar o hospital que deverá empregar alta tecnologia para um atendimento voltado à humanização, ao ensino, à extensão e à saúde pública”, afirmou, defendendo o acesso universal à saúde.

O deputado Zé Nunes afirmou que a ideia de ter um hospital regional e federal é antiga na região Sul. “Esse projeto é mais que necessário para o estado do RS. Gerido e administrado com o viés da saúde e da educação com financiamento duplo, tem muita chance de ser viável. A medicina evoluiu e nós teremos um hospital para atender ao Rio Grande do Sul com uma série de especialidades. Vamos ter uma facilitação para todas as administrações municipais, que sempre enfrentam dificuldades”, disse. Zé Nunes afirmou que será realizada uma audiência pública em Pelotas em setembro e outra na bancada federal para conseguir recursos. Lembrou que após o golpe que retirou Dilma Rousseff da presidência, a obra paralisou. “Com lula a saúde volta a ser prioridade e há uma consulta para que a obra entrasse no PAC”.

 

Texto: Claiton Stumpf – MTb 9747 

Foto: Kelly Demo Christ

 

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