O presidente Lula lançou nesta segunda-feira (30/06), em Brasília, o novo Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/2026, que contará com R$ 89 bilhões em recursos — o maior da história, com um aumento de 3% em relação ao ciclo anterior. A iniciativa reforça o compromisso do governo federal com os pequenos produtores rurais, responsáveis por 70% dos alimentos que chegam diariamente à mesa dos brasileiros.
O plano traz avanços importantes, como juros mais baixos para o crédito rural, ampliação do acesso ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), incentivo à agroindustrialização, assistência técnica e linhas específicas para mulheres, jovens, povos indígenas, quilombolas e assentados da reforma agrária. Do total, R$78,2 bilhões serão destinados ao Pronaf, que em 2025 completa 30 anos. O valor representa um aumento de 47,5% do crédito rural para a agricultura familiar, quando comparado ao último governo.
Segue valendo a taxa reduzida de 3% para o financiamento da produção de alimentos essenciais, como arroz, feijão, mandioca, frutas, hortaliças, ovos e leite — com queda para 2% nos casos de cultivo orgânico ou agroecológico. Essa política, implementada nos dois últimos Planos Safra voltados à agricultura familiar, impulsionou o crédito para itens da cesta básica, fortalecendo a renda das famílias do campo e contribuindo para a oferta de alimentos a preços mais acessíveis à população.
Representante da defesa por uma agricultura familiar mais forte no parlamento gaúcho, o deputado Adão Pretto Filho celebrou o lançamento como uma conquista para as famílias camponesas. Para ele, o novo Plano Safra da Agricultura Familiar é uma sinalização clara de que o campo voltou a ser prioridade nas políticas públicas.
“O governo Lula mostra mais uma vez que está ao lado de quem produz comida de verdade. Esse Plano Safra, junto com programas como o Desenrola Rural, garante crédito, dignidade e condições reais para as famílias do campo seguirem produzindo com sustentabilidade e autonomia”, afirmou o deputado.
Foco na produção sustentável
Um dos principais destaques do plano é a criação do Pronara (Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos), iniciativa inédita voltada a estimular a produção de alimentos saudáveis, com menos veneno e mais proteção à saúde das famílias do campo e dos consumidores. Adão, que tem atuação nas pautas da agroecologia e da reforma agrária, classificou o Pronara como uma conquista dos movimentos sociais e das bancadas comprometidas com a vida no campo.
“É um passo concreto por uma agricultura com menos veneno e mais dignidade no campo. Estamos falando de um plano que investe na saúde de quem planta e de quem consome. Reduzir o uso de agrotóxicos é cuidar da terra, do povo e do futuro”, destacou. Adão é autor da lei que estabelece a Política Estadual de Fomento à Agricultura Regenerativa, Biológica e Sustentável no estado. Ele mencionou como exemplo as famílias assentadas da reforma agrária, que já mostram na prática que é possível produzir com respeito à natureza, gerando renda, alimentos e vida digna no campo.
“Iniciativas como o Pronara são verdadeiras conquistas para quem se compromete com a produção sustentável de alimentos. Esperamos que cada vez mais agricultores possam aderir a práticas agroecológicas, substituindo os agrotóxicos por bioinsumos. O futuro do planeta e da agricultura dependem diretamente da forma com a qual nos relacionamos com a terra”, concluiu.
Presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa do RS, Zé Nunes destacou a importância dos recursos para políticas de crédito rural. “Com mais um investimento recorde no Plano Safra da Agricultura Familiar, o governo Lula reforça o compromisso com quem põe comida na mesa do Brasil. No Rio Grande do Sul, onde mais de 80% das propriedades são familiares, esse apoio é essencial para gerar renda, emprego e desenvolvimento no campo”, afirmou.
Texto: Guilherme Zanini e Jean Lazarotto
Foto: Vanessa Vargas

