Localizada em Cerro Grande do Sul, a EEEM Mem de Sá resiste e luta por melhores condições para seus 458 alunos. Em visita à escola pela Operação Dever de Casa, na quinta-feira (3/04), a deputada Sofia Cavedon, vice-presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, junto com a vereadora do município, Jaque Jorge (PT), constatou que o prédio sofre com problemas estruturais alarmantes.
“Como a rua foi construída em um nível mais alto que a escola, toda vez que chove o esgoto retorna para o pátio causando alagamentos. Os seis banheiros estão em estado precário. Quatro deles tiveram obras iniciadas pelo Governo do Estado no ano passado, mas seguem inacabadas”, critica a deputada. Segundo a direção da escola, em janeiro, um engenheiro do Governo visitou a escola e afirmou que uma empresa assumiu a reforma dentro de um lote de obras, mas até agora nada foi feito. Hoje, há apenas dois banheiros: um masculino e um feminino em uso, porém, ambos também condenados.

Além disso, destaca Sofia, a escola atende alunos autistas, mas conta com um número insuficiente de monitoras. “A biblioteca, mesmo sendo um espaço essencial, não tem mediadora de leitura. Já a quadra, sem cobertura, precisa de pintura e melhores condições para os estudantes que pedem por uma reforma na estrutura”, salienta a parlamentar. Sofia conversou com o secretário-adjunto da Secretaria de Obras e Planejamento (SOP), Vinicius Piccini, e cobrou respostas.
Piccini afirmou que a escola será concluída por meio de contratação simplificada e que, após ajustes, a obra seguirá para contrato. Segundo ele, em poucas semanas, os trabalhos devem ser retomados.
Cultura incentivada
Mesmo com todos os problemas, a Mem de Sá está celebrando a conquista de emendas e busca patrocínio para sua banda – que completará 50 anos em 2026. A escola também enviou um projeto de artes para a 12ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), que foi aprovado. Agora, os testes de aptidão estão sendo realizados.
Texto e foto: Hiashine Florentino

