terça-feira, 05 maio

O Ministério Público do Trabalho no RS ingressou na Justiça contra a empresa Stara, de Não-Me-Toque, no âmbito da investigação sobre possível assédio eleitoral contra os funcionários da empresa. O MPT pede o fim da veiculação de propaganda político-partidária em bens móveis e demais instrumentos laborais dos empregados, além do pagamento de 10 milhões de reais em indenização por danos morais coletivos.

Na semana passada, uma circular do grupo informava a redução de 30% o orçamento do próximo ano em caso de vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A veracidade da nota foi reconhecida pelo diretor Átila Sta­pelbroek Trennepohl. Ele, porém, afirmou que o comunicado era dedicado a fornecedores. Átila é o representante da quarta geração da família no comando da Stara, que tem um de seus sócios como um dos dez maiores doadores à campanha de Jair Bolsonaro (PL).

Segundo o MPT, a Stara já havia sido denunciada por assédio eleitoral em 2018. Naquela oportunidade, foi realizada audiência com a empresa e expedida recomendação para a preservação da liberdade de consciência e de orientação política de seus empregados. A ação atual ainda será analisada pelo judiciário.

Bolsonaro vence, mas PT cresce mais em Não-Me-Toque – Em meio à repercussão do caso, o presidente Jair Bolsonaro venceu Lula nas urnas de Não-Me-Toque, com 61,3% dos votos, ante 32%, respectivamente, no primeiro turno. A vantagem é um pouco maior do que o primeiro turno em 2018, quando Bolsonaro fez 59% na cidade. Os eleitores que votaram pelo PT, que na ocasião concorreu com Fernando Haddad, saltaram dez pontos percentuais na comparação entre os dois pleitos.

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