O líder da Bancada do PT na Assembleia Legislativa, Miguel Rossetto, defendeu nesta terça-feira (19/05) quatro emendas apresentadas pela bancada ao projeto de reajuste do piso salarial regional. A principal delas corrigia o índice utilizado para o cálculo do reajuste e propunha um reajuste de 9,21% para o piso regional. Apesar da mobilização dos petistas, a base do governo Eduardo Leite derrubou as emendas e aprovou o projeto original, que prevê um reajuste menor de 5,35%. Com isso, a faixa 1 passa de R$ 1.789,04 para R$ 1.884,75, um aumento de R$ 95,71.
De acordo com Rossetto, o governo Eduardo Leite incorporou a inflação de 2025, estimada em 4,11%, mas utilizou o PIB de 2023, quando o correto seria considerar o crescimento econômico de 2024, de 4,90%, seguindo a mesma metodologia aplicada nacionalmente. Ele destacou como uma conquista importante a votação do reajuste ainda no mês de maio. “Mais de um milhão de trabalhadores e trabalhadoras, que não estão protegidos por acordos coletivos têm o direito a receber um salário sempre maior que o salário mínimo nacional”, afirmou.
O parlamentar lembrou que o crescimento da economia gaúcha em 2024 ocorreu em meio à reconstrução do Estado após as enchentes históricas e destacou que o esforço dos trabalhadores precisa ser reconhecido na valorização do piso salarial regional – instituído em 2001, durante o governo Olívio Dutra. Ele observou que uma segunda emenda apresentada pela Bancada estabelecia o dia 1º de janeiro como data-base permanente para o reajuste do piso regional, o que permitiria unificar o calendário gaúcho com o reajuste do salário mínimo nacional e também com os pisos regionais de Santa Catarina e Paraná.
Faixa Piso Salarial
I R$ 1.884,75
II R$ 1.928,15
III R$ 1.971,89
IV R$ 2.049,76
V R$ 2.388,50
Texto: Felipe Samuel
Foto: Charles Scholl

