As duas políticas públicas, ao lado da ampliação e fortalecimento do financiamento estudantil, abriram as universidades a um contingente de jovens cuja condição social os impedia. E também neste ano, o Brasil oferece o maior Prouni da sua história, com 594 mil bolsas de estudo para estudantes de universidades particulares que se enquadram nos requisitos de renda estipulados.
A mudança foi “da água para o vinho.” Nossas primeiras universidades foram criadas há 220 anos, mas, por um longuíssimo período, suas portas ficaram abertas apenas aos “amigos do rei”, para que seus filhos se tornassem doutores. E assim foi até que um metalúrgico, que passou longe dos bancos universitários, resolveu tentar mudar essa realidade.
E conseguiu. Desde que as ações de inclusão educacional começaram a ser implementadas de forma ampla no Brasil, com leis e recursos no orçamento, aos poucos temos conseguido mudar a cara da universidade brasileira. Mas não por coincidência, assim como acontece com o Bolsa Família, as públicas começaram a ser atacadas por uma horda fanática e mal-intencionada – mas com interesses eleitorais muito claros – quando os pobres e negros começaram a passar por seus portões e a sentarem em seus bancos.
De sexo feito pelos corredores a plantações de drogas em seus terrenos, as fake news se mostraram “criativas” – mas enterradas pela realidade. Levantamentos mostram que, além de precisarem ter frequência mínima, estudantes cotistas da educação superior federal alcançam uma taxa de conclusão 10% maior que a de não cotistas; 51% completaram o curso enquanto a taxa entre os não cotistas é 41%.
Entre os bolsistas, 58% concluíram a graduação em comparação aos 36% que não integram o programa. Ao comemorarmos os “aniversários” do Prouni e das cotas, comemoramos também as oportunidades dadas em todo o país para jovens que estão aproveitando a chance com afinco e dedicação. E que discursos preconceituosos e que falseiam a verdade sejam jogados na lata de lixo da história.

