
Na quinta-feira (5), foi realizada mais uma audiência pública para discutir o mormo e a perspectiva de tornar o Estado zona livre da doença. Desta vez foi em Dom Pedrito, que possui diversas entidades tradicionalistas, e que valoriza questões ligadas ao cavalo. Por isso a escolha de realizar o debate neste município.
Participaram o prefeito Mário Augusto Gonçalves, o vice-prefeito Alberto Rodrigues, o presidente da Câmara de Vereadores Eli Ferreira Barbosa, a Coordenadoria Municipal de Tradicionalismo, representada por Luis Carlos Dutra de Lima, Associação dos Veterinários, Inspetoria Veterinária do município, com a participação de Robson da Rosa, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, entre outras entidades. O médico veterinário especialista em mormo e fiscal federal do Ministério da Agricultura, Luiz Otávio da Silveira fez uma explanação sobre o tema.
Segundo o deputado Zé Nunes (PT), proponente do evento, a partir dos relatos, a ideia é aguardar a definição da UFRGS, que está trabalhando numa proposta para um inquérito sanitário específico do mormo, para verificar a presença ou não da doença no RS. “O Estado aderindo à proposta, já resolve em parte o problema. Após, restam apenas o acerto das questões de controle do trânsito do animal, o aperfeiçoamento do sistema de cadastro e o controle das fronteiras”, antecipa.
Importante lembrar que desde 2017 não há mais casos de mormo registrados. Fechando três anos sem incidência da doença, o Estado pode solicitar auditoria do Ministério da Agricultura, para seja autorizada a liberação.
Para o parlamentar, o debate sobre a doença é importante para dar transparência às informações e dialogar sobre as estratégias de sanidade animal equina, na busca do equilíbrio entre efetivação da saúde animal, proteção da saúde humana e o respeito às manifestações culturais. Cabe à Assembleia Legislativa proporcionar à sociedade discussão pública sobre a ocorrência e controle da doença no Estado, ouvindo técnicos, gestores públicos e criadores.
Já está agendada audiência pública estadual para o dia quinta (12), na Assembleia. O objetivo é buscar que o Estado tome as iniciativas necessárias, e supere as fases que precisam ser executadas, para que cheguemos em julho de 2020, como Estado livre do mormo.
Texto: Marcela Santos (MTE 11679)

