Jogadores do Internacional e Grêmio entraram em campo com faixa da Frente Parlamentar de Homens Pelo Fim da Violência Contra a Mulher, liderada pelo deputado Adão Pretto. Quem assistiu ao clássico Grenal do último domingo (25/01), no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, viu uma manifestação dos jogadores aderindo à campanha de combate à violência contra as mulheres. Os atletas entraram em campo com uma faixa na qual estava estampada a frase “Violência Contra a Mulher, Não!”.
O apelo da frase também é o slogan da Frente Parlamentar de Homens Pelo Fim da Violência Contra a Mulher, coordenada pelo deputado estadual Adão Pretto, na Assembleia Legislativa do RS. Inclusive a ação no clássico foi uma parceria entre a Frente e a dupla Grenal. “Estamos em meio a uma epidemia de violência contra a mulher. Nos primeiros 24 dias do ano, já tivemos 9 feminicídios em nosso estado, o que é inadmissível. A iniciativa da nossa frente parlamentar é dialogar especialmente com os homens, pois, se tem violência contra a mulher, é praticada majoritariamente pelos homens. Levar esse assunto tão sério para dentro de ambientes como estádios de futebol é fundamental para aumentar a conscientização”, explica o deputado Adão Pretto.
Uma pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que os casos de lesão corporal e ameaça contra as mulheres aumenta 21% em dias de jogo de futebol. Em 90% dos casos, a violência contra mulheres ocorre por parte dos homens.
Levantamento aponta avanço de feminicídios no RS
No início deste ano, a Frente Parlamentar de Homens Pelo Fim da Violência Contra a Mulher divulgou um levantamento dos números de violência de gênero no Rio Grande do Sul. De acordo com os dados oficiais da Secretaria de Segurança Pública (SSP-RS), entre 2012 e 2025, ocorreram 1284 feminicídios no Estado. Além disso, mais de 27 mil mulheres foram estupradas em território gaúcho neste período.
Somente em janeiro de 2026, já foram registrados nove feminicídios no Estado, média de um crime dessa natureza a cada, 2,7 dias. O deputado Adão Pretto defende maior investimento em acolhimento às mulheres vítimas de violência e também na prevenção. É dele o projeto de lei que prevê a inclusão da Lei Maria da Penha no currículo da rede estadual de ensino. “Se quisermos um ambiente de paz, sem violência de gênero, temos que investir na prevenção. A educação é um terreno fértil para a conscientização contra o machismo estrutural que está enraizado na nossa sociedade”, concluiu Pretto.
Texto: Guilherme Zanini
Foto: Felipe Kley

