As 19 assinaturas necessárias para garantir a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar o processo de concessão das rodovias gaúchas foram confirmadas no final da tarde desta quinta-feira (04/12).
Para os parlamentares da Bancada do PT/PCdoB, o estado precisa e deve fazer investimentos em sua infraestrutura rodoviária e os recursos para isto estão disponíveis. São os R$ 3 bilhões do Funrigs que estão sendo destinados para tanto, que podem ser investidos de forma direta. No entanto, o governo de Eduardo Leite insiste em um modelo que impõe a instalação de 58 pontos de pedágios com tarifas que serão as mais caras do Brasil, prejudicando usuários e a economia gaúcha.
Esse modelo já demonstrou que o preço das tarifas vai aumentando, não há entrega de obras, os prazos são sempre adiados e as concessionárias já recebem aportes financeiros do estado. O próprio Tribunal de Contas do Estado não validou o edital do Bloco 2 e fez pelo menos 50 apontamentos, dos quais o governo cumpriu apenas sete observações. Além disso, nas audiências públicas, há um enorme clamor da população contra o modelo defendido pelo governo Leite.
“Diante da insensatez do modelo de pedágio proposto por Eduardo Leite, a Assembleia cumpre seu dever. Vamos trabalhar para instalar imediatamente a CPI e investigar com rigor um processo que prevê contratos sem justificativa técnica, utiliza recursos públicos, garante taxas de retorno altíssimas aos concessionários e impõe graves prejuízos à população. Aplicar R$ 3 bilhões do Funrigs nesse modelo é absolutamente irresponsável”, afirmou o líder da Bancada do PT/PCdoB, Miguel Rossetto.
A Bancada do PT/PCdoB reafirma a necessidade de defender o interesse público, tendo como instrumento adequado à CPI, que garante o papel da Assembleia Legislativa como representante legítima da população que não quer estes pedágios. A iniciativa pode barrar os leilões do Bloco 2 que devem acontecer em 13 março de 2026.
Texto: Adriano Marcello Santos
Foto: Nathan Oliveira
Foto: Nathan Oliveira

