A medida anunciada pela Secretaria Municipal de Educação (SMED) e pela Secretaria Estadual da Educação (Seduc) prevê o encerramento e a migração de turmas do Ensino Fundamental e Médio em diversas instituições públicas da capital. Segundo as manifestantes, a decisão foi tomada sem diálogo com as comunidades escolares e representa um ataque direto à qualidade da educação pública.
“Encerrar turmas não é reorganizar: é excluir. Estamos falando de crianças e adolescentes que serão obrigados a se deslocar para longe de casa, rompendo vínculos afetivos e colocando em risco sua permanência na escola”, afirmou a deputada Sofia Cavedon durante o ato.
A mobilização contou com o apoio da Atempa Educadores, do SIMPA (Sindicato dos Municipários de Porto Alegre) e do CPERS/Sindicato, que estão na linha de frente da luta por respeito, escuta e compromisso com a educação pública. As Comissões de Educação da Câmara de Vereadores e de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa já iniciaram debates sobre o tema.
Os participantes exigem que o governo estadual e a prefeitura revejam a decisão e garantam o direito à educação com qualidade, proximidade e vínculo comunitário. A mobilização continua nos próximos dias, com novas ações previstas.

