Dentre as regras básicas da convivência social ou política, há uma cuja força não pode ser ignorada, que é a união de diferentes em torno de um objetivo comum. E é com essa ideia fixa na cabeça que venho trabalhando nos últimos anos em torno da pauta da duplicação da RSC-287, por uma tarifa justa, serviços ágeis, participação das comunidades e a necessidade da abertura de uma nova frente de trabalho a partir de Santa Maria, já que, pelo projeto original da duplicação, as obras no “nosso trecho da rodovia” (Santa Maria e Quarta Colônia) só estão previstas para acontecer para além de 2040.
E para unir num mesmo conjunto aqueles que veem o mundo de forma distinta, mas que neste momento “olham para o mesmo lado”, criamos, no âmbito da Comissão de Assuntos Municipais da Assembleia Legislativa, um comitê pluripartidário permanente de acompanhamento das obras da 287. Esse colegiado reúne usuários, prefeitos e vereadores, além de entidades empresariais, governo do estado e empresa concessionária responsável pelos trabalhos. Com isso, buscamos manter uma mesa de diálogo constante entre os atores envolvidos.
Na última quarta-feira (29), em Porto Alegre, depois agendamentos e adiamentos, além de muita insistência e pressão da nossa parte – inclusive com a iminente apresentação de requerimento de convocação do secretário da Reconstrução Gaúcha -, a sala de reuniões da Secretaria ficou pequena para receber a comitiva de integrantes do Comitê. Reunidos com o secretário Pedro Capeluppi, representantes de Santa Maria e Região sustentaram a urgência e a justeza da antecipação das obras. E mais: argumentaram que a cidade, a maior do trajeto da 287, e a Quarta Colônia, responsável por um alto fluxo de veículos nos finais de semana por conta dos seus atrativos turísticos, gastronômicos e culturais, não podem apenas assistir a duplicação acontecer tão somente no “quintal” alheio.
Do encontro saímos com a incumbência de levantar e apresentar ao governo dados e números que justifiquem nosso pleito, o que será deflagrado na próxima segunda-feira (3/11), em reunião com todos que lá estavam, a partir da coordenação da Cacism e Sindilojas. E no dia 19 de novembro, esse rol de informações estará nas mãos do secretário Capeluppi.
Até chegarmos a uma solução, não iremos parar de insistir para que seja desfeita esta que foi uma das maiores injustiças do governo estadual quando privatizou a estrada: deixou nossa cidade – a maior do eixo da 287 – no último lugar da fila.
* Deputado Valdeci Oliveira, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul
Foto: Nathan Oliveira
Artigo publicado originalmente no site da Assembleia Legislativa em 31 de outubro de 2025

