quinta-feira, 05 março

A pró-reitora de Ensino da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), Percila Silveira de Almeida, apresentou o processo de construção das Políticas Afirmativas, de Diversidade e Equidade da instituição na reunião da Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia desta terça-feira (14/10). A participação foi requerida pela vice-presidenta da comissão, deputada Sofia Cavedon (PT).

Percila destacou que a proposta consolida o compromisso histórico da universidade com a inclusão e deve ser apreciada pelo Conselho Superior no início de 2026, ano em que a UERGS completa 25 anos. O texto resulta de amplo diálogo com a comunidade acadêmica, conselhos regionais e movimentos sociais e prevê medidas voltadas à diversidade e à equidade, como o funcionamento da Comissão de Heteroidentificação, a criação do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas e a regulamentação do uso do nome social nos documentos oficiais da universidade. Segundo a pró-reitora, “na nossa política de ações afirmativas estamos ampliando a discussão, no entendimento de que precisamos atender a todos os grupos historicamente excluídos, consolidando uma política mais inclusiva para a nossa universidade.”

A deputada Sofia Cavedon parabenizou a gestão da UERGS pelo esforço em institucionalizar uma política de inclusão e destacou a importância de garantir recursos adequados para a sua efetivação. “Queremos corrigir o orçamento da UERGS no projeto apresentado pelo governo do Estado para 2026. A universidade precisa de valores maiores e está sempre aquém do necessário. Além das emendas individuais e coletivas, seguimos lutando para que o mínimo constitucional de 0,5% para ciência e tecnologia seja cumprido, garantindo suporte à UERGS, à pesquisa e às universidades comunitárias”, afirmou.

Sofia também alertou que as políticas afirmativas precisam vir acompanhadas de condições concretas de permanência estudantil. “Como garantir inclusão sem recursos suficientes? Como assegurar monitores, intérpretes de Libras e apoio especializado? É preciso levar isso muito a sério para não gerar novas formas de exclusão”, completou.

 

Texto: Lua Kliar
Foto: Nathan Oliveira

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