O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Pepe Vargas, apresentou na manhã desta quarta-feira (8) o Plano de Logística Sustentável 2025–2029, durante a Oficina de Responsabilidade Social, Ambiental e Governança no Poder Legislativo, promovida pela Escola do Legislativo. O documento é um importante instrumento de governança institucional, que visa garantir os objetivos das contratações públicas e definir estratégias para a gestão da logística e o uso eficiente dos recursos no âmbito do Parlamento Gaúcho.
O plano orienta suas ações com base nas dimensões econômica, social, ambiental e cultural da sustentabilidade. A elaboração do Plano contou com a participação de servidoras e servidores dos setores da instituição, integrantes do Comitê Gestor de Logística Sustentável.

Pepe Vargas destacou que, neste ano, a Assembleia Legislativa promoveu, por meio do Fórum Democrático de Desenvolvimento Regional, o debate sobre sustentabilidade em articulação com a sociedade civil organizada. Segundo ele, o objetivo é discutir caminhos para que o Rio Grande do Sul volte a apresentar um crescimento econômico mais robusto e sustentável.
O parlamentar observou que o Estado vem perdendo participação relativa no PIB nacional: “O Rio Grande do Sul já chegou a representar cerca de 7% do PIB brasileiro e hoje responde por algo em torno de 6%, às vezes até um pouco menos”, afirmou.
Segundo o presidente, o Rio Grande do Sul tem um desafio extraordinário: fortalecer sua economia em meio aos impactos cada vez mais severos dos eventos climáticos extremos. “Somos o estado que mais sofre com as consequências das mudanças climáticas. Mesmo quem não acompanhou os dados pôde sentir na prática o impacto real desses fenômenos”, observou.
O deputado também destacou outro fator de preocupação: a transição demográfica acelerada no Estado, marcada pela redução da população jovem e pelo aumento do número de pessoas idosas.
Pepe explicou que Assembleia Legislativa, por meio do Fórum Democrático de Desenvolvimento Regional, vem promovendo debates sobre temas estratégicos, como transição energética, financiamento para descarbonização e os programas de transição ecológica em curso nos âmbitos estadual e federal — entre eles, o Plano Rio Grande, do governo estadual, e o Programa Nova Vista Brasil, do governo federal. “Estamos discutindo com a sociedade, o setor industrial, o agronegócio, com os conselhos regionais de desenvolvimento e com as universidades públicas e comunitárias os caminhos para um modelo de crescimento sustentável”, explicou.
Como resultado desse processo, surgiu a criação do Comitê de Sustentabilidade da Assembleia Legislativa, com o objetivo de implementar ações internas alinhadas aos princípios ambientais. “Como estamos discutindo com a sociedade, nos perguntamos o que vamos fazer aqui no Parlamento ?Antes, por exemplo, o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) já não realizava mais a coleta seletiva. Agora, estamos retomando essas práticas, com a participação ativa e crescente dos servidores”, destacou Pepe Vargas.
A Assembleia Legislativa vem adotando uma série de ações sustentáveis internas, como a redução do consumo de copos plásticos, a substituição de frota por veículos híbridos, o uso de energia limpa, a implementação de um plano de logística sustentável e a criação de um meliponário para preservar abelhas nativas, entre outras iniciativas. A ações culminam com o Plano de Logística Sustentável 2025–2029.
A Oficina de Responsabilidade Social, Ambiental e Governança no Poder Legislativo segue até amanhã (9), capacitando gestores e técnicos para implementarem práticas de responsabilidade socioambiental e governança alinhados à agenda 2030, em parceria com o Senado Federal. O conteúdo, ministrado pelas professoras Danielle Abud e Bruna Brasil, apresenta desde conceitos de governança, sustentabilidade ambiental a responsabilidade social.
Silvana Tomazzoni Gonçalves – MTE 9163
Foto: Lauro Alves

