quinta-feira, 05 março

O presidente da CPI da CEEE Equatorial e RGE, deputado Miguel Rossetto, recebeu nesta segunda-feira (6/10), uma comitiva de moradores do bairro Sarandi, em Porto Alegre, que denunciou uma ação de despejo a pedido da CEEE Equatorial. A empresa solicitou a retirada de 28 famílias que residem há quase 50 anos nas Vilas Nossa Senhora Aparecida e São Borja.

“A nossa comunidade ainda está se reconstruindo após a enchente do ano passado. Acionamos a Defensoria Pública, que já está trabalhando no caso, e procuramos o Departamento Municipal de Habitação (Demhab), que disse não estar informado do assunto. Nossa luta é para permanecer lá, onde temos laços familiares e sociais há muitos anos”, afirmou a representante da Associação dos Moradores da Nossa Senhora Aparecida, Nelsa Nespolo.

São cerca de 1,4 mil famílias moradoras na área onde passa uma linha de alta tensão, de acordo com a CEEE Equatorial. Mas na mesma região, conforme os moradores, há empresas, comércios e até condomínio do Minha Casa Minha Vida sendo construído com autorização da prefeitura de Porto Alegre.

A situação causou estranheza ao presidente da CPI. “Recebemos com perplexidade e indignação o tratamento que está sendo dado a estas famílias. E nos causa estranhamento essa ação de despejo em um local onde há autorização para construção de um condomínio para mais de 500 famílias. Esta situação está muito mal contada”, avaliou Rossetto.

O deputado informou aos moradores que entrará em contato com o defensor público que atua no caso para avaliar o que é possível fazer. Segundo o parlamentar, a CPI vai se envolver e exigir informação e transparência para essa comunidade que tem direito à moradia. “A Equatorial não pode entrar dentro da cidade de forma irregular, sem autorização e acompanhamento da prefeitura. Temos várias denúncias nesse sentido na CPI”, disse Rossetto.

Texto: Juliana Thomaz
Foto: Greice Nichele

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