quinta-feira, 05 março

Um caso de violência policial de integrantes da Brigada Militar durante a Ronda Crioula em Cachoeirinha, que resultou em duas vítimas, mobilizou a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos (CCDH). Durante reunião do colegiado nesta quarta-feira (1º/10), a deputada Laura Sito, que presidiu os trabalhos, confirmou que a comissão vai encaminhar pedido de explicações à Corregedoria da Brigada Militar sobre a atuação dos policiais.

A Assembleia Legislativa vai questionar se os PMs utilizavam câmeras corporais durante a abordagem. Conforme Laura, a comissão também enviará ofício ao Ministério Público à prefeitura de Cachoeirinha, já que o casal não recebeu acolhimento adequado na UPA. A deputada destacou que a abordagem “masculinista também é reafirmada muitas vezes no ambiente do tradicionalismo”, o que potencializou a cena durante a Ronda Crioula

O vereador Gustavo Almansa, da Câmara de Cachoeirinha, afirmou que a Brigada Militar cometeu excessos durante a ação. “É um caso típico e nítido de lesbofobia. Um casal de mulheres agredido verbalmente sobre a prerrogativa de que se portavam como homens e iam apanhar como machos. Foram essas palavras que tiveram que ouvir naquela noite”, sustentou, acrescentando que acompanhou o depoimento das vítimas no 26BPM.

Segundo Almansa, as vítimas também relataram novas agressões durante encaminhamento à UPA. “Elas apanharam mais vezes”, afirmou. Diante da gravidade dos relatos, a CCDH deve propor a realização de uma audiência pública em Cachoeirinha para apurar casos de violência contra a comunidade LGBTQIA+.

Texto: Felipe Samuel
Foto: Nathan Oliveira

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