O líder da bancada do PT/PCdoB na Assembleia Legislativa, deputado Miguel Rossetto, salientou nesta terça-feira (5/08) a importância da Assembleia Legislativa aprovar o Projeto de Lei que recria a Secretaria de Políticas para Mulheres em regime de urgência. Para o parlamentar, o projeto deve ter uma votação antecipada, pois é uma situação dramática vivida no Rio Grande do Sul, que registra elevado número de casos este ano.
“Seguem os feminicídios. Então que possamos rearticular uma ampla maioria para anteciparmos a votação desse projeto que construiu uma unidade neste Parlamento em uma ação coordenada pelas deputadas de todos os partidos”, defendeu, conclamando aos deputados de todas as bancadas que ajudem a aprovar com celeridade o Projeto de Lei que recriará a SPM.
“Renovo o apelo diante da gravidade dos fatos, da urgência e da importância da reconstrução da Secretaria de Políticas para Mulheres e que possamos expressar essa unidade e esse compromisso com essa votação”, salientou. A deputada Bruna Rodrigues (PCdoB), que está à frente da Procuradoria Especial da Mulher na AL, afirmou que a recriação da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) é fundamental para impedir a escalada da violência de gênero no Estado.
Ao reforçar a importância da iniciativa, Bruna afirmou que apenas a Bancada do PT/PCdoB deu acordo para votação do projeto que determina a recriação da Pasta. Conforme a parlamentar, desde o encontro com o governador Eduardo Leite, em 18 de junho, pelo menos sete mulheres foram vítimas de feminicídio. E lembrou do assassinato de uma jovem, de 21 anos, em Alegrete, morta pelo companheiro com 127 facadas.
“Sei o quanto a violência é cruel, o quanto ela acaba e destrói as famílias brasileiras e gaúchas, mas sei também que nós batalhamos intensamente nessa Casa para ter a retomada da Secretaria de Políticas para as Mulheres, uma atuação da Procuradoria Especial que contou com a solidariedade massiva dos colegas”, lembrou. Além de celeridade na aprovação do projeto que prevê a retomada da SPM, Bruna afirmou que é necessário implementar políticas estruturadas e pensar em mecanismos de proteção para as mulheres.
“Quantas vão morrer até esse projeto ser votado e até a secretaria entrar em execução, ter vida ativa, até ter orçamento? Por isso é tão urgente, por isso a necessidade é tão urgente. O RS é o Estado que mais emite medidas protetivas, mas também é o que mais descumpre”, completou.
Texto: Claiton Stumpf e Felipe Samuel
Foto: Kelly Demo Christ

