A Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Zé Nunes, realizou nesta quarta-feira (10/07) um ato para marcar a declaração da Organização das Nações Unidas (ONU) que institui 2025 como o Ano Internacional do Cooperativismo. O encontro contou com a participação da União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária do Rio Grande do Sul (UNICAFES/RS), da Organização das Cooperativas do RS (OCERGS) e da Cooperativa Central da Reforma Agrária do Rio Grande do Sul (COCEARGS).
As entidades reforçaram a importância estratégica do cooperativismo para o desenvolvimento sustentável do país. Durante o encontro, foi unânime a defesa de políticas públicas estruturantes que fortaleçam o setor. Entre as propostas, estão a qualificação da gestão das cooperativas, a criação de um censo estadual para subsidiar ações eficazes e o incentivo ao empreendedorismo coletivo como caminho para gerar trabalho, renda e inclusão. A resolução da ONU reconhece o papel das cooperativas na inclusão social, na redução das desigualdades e na promoção de um modelo econômico mais justo, com atenção especial a públicos historicamente excluídos, como mulheres, povos indígenas e pessoas com deficiência.
Para Zé Nunes, o cooperativismo é uma resposta que dialoga com a realidade e os desafios do desenvolvimento. “Em regiões com poucos recursos, a união em torno de um propósito coletivo transforma dificuldades em oportunidades. O cooperativismo é capaz de gerar riqueza com justiça social, fortalecendo o que é local e construindo soluções duradouras”, destacou. O deputado, que tem longa trajetória no movimento, reforçou ainda que o modelo é essencial para revitalizar economias locais. “É tempo de valorizar quem produz junto, decide junto e cresce junto — alimentando o Brasil e o mundo com dignidade e solidariedade”, concluiu.
No Brasil, o setor segue em expansão, com mais de 20,5 milhões de cooperados e 524 mil empregos diretos. No Rio Grande do Sul, são 4,2 milhões de cooperados — cerca de 40% da população — organizados em 372 cooperativas. Cássio Triches, da OCERGS, apresentou os dados e defendeu a união de esforços para fortalecer o coletivo. Roberta Coimbra, da COCEARGS, ressaltou o papel do cooperativismo na reforma agrária e a força da intercooperação entre entidades para garantir acesso a políticas públicas e ampliar a produção de alimentos.
Já Gervásio Plucinski, da UNICAFES/RS, destacou a atuação da entidade na assessoria e representação das cooperativas e alertou para desafios como a sucessão rural, a permanência de jovens no campo e a inclusão de mulheres no movimento.
Texto: Jean Lazarotto – MTE 20325
Foto: Vanessa Vargas

