O líder da Bancada do PT/PCdoB, deputado estadual Miguel Rossetto, criticou a ausência de senso de urgência e a incapacidade operacional do governo do Estado para executar as obras de recuperação do Rio Grande do Sul após as enchentes de maio de 2024. Durante reunião com representantes do governo estadual, nesta terça-feira (8/07), na Assembleia Legislativa, o parlamentar cobrou informações sobre o que o Estado já fez, está fazendo ou deixou de fazer até o momento.
“Infelizmente, o governo Leite veio aqui e não apresentou nenhum número, nenhuma informação. Mais uma vez, o que demonstra é uma total ausência de senso de urgência e de capacidade operacional para realizar essas grandes obras”, afirmou. Uma nova reunião ficou marcada para a próxima terça-feira, dia 15 de julho, para que sejam apresentados os dados sobre as obras e investimentos.
“Dinheiro na Caixa Econômica Federal não protege a população. Mais de um ano depois das enchentes, o governo sequer conseguiu licitar a atualização do projeto para o sistema de proteção de Eldorado do Sul. O governo Leite precisa demonstrar que tem capacidade de fazer as obras, sob pena de rediscutirmos a responsabilidade operacional dessas obras”, advertiu.
Rossetto lembrou que tem recursos para as obras de reconstrução. São R$ 14 bilhões do Fundo de Recuperação e Desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Sul (Funrigs), fruto do perdão da dívida do estado com a União, e outros R$ 6,5 bilhões que o governo Lula já depositou na Caixa Federal e estão disponíveis para as obras do sistema de proteção contra as cheias na região metropolitana. “Tem recursos, tem projetos, o que falta é o governo Leite trabalhar”, cobrou.
Calendário
O deputado considerou insustentável a proposta de concluir as obras de proteção contra as cheias da região metropolitana somente em 2031. Ele lembrou que o ministro da Casa Civil, Rui Costa, já solicitou um outro cronograma para as obras mais adequado à urgência da situação.
Miguel Rossetto também já apresentou proposta de audiência com prefeitos da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal), governo estadual e deputados. “Em nenhum momento o governo foi aos municípios reunir com prefeitos e comunidade. É preciso construir os projetos junto com as cidades”, avalia o parlamentar.
Texto: Juliana Thomaz (9377)
Foto: Lauro Alves/ALRS

