A exposição propõe uma imersão nas cicatrizes deixadas pela maior enchente da história recente do Rio Grande do Sul, que em maio de 2024 atingiu milhares de famílias, paralisou cidades inteiras e escancarou os efeitos da crise climática sobre os territórios urbanos e rurais. O foco da mostra é valorizar o papel fundamental desempenhado pelo SGB na resposta à tragédia e na construção de caminhos para um futuro mais seguro e sustentável.
Por meio de painéis ilustrativos e dados técnicos, os visitantes poderão conhecer os projetos desenvolvidos pelo SGB, como os sistemas de Alerta Hidrológico, a Avaliação Técnica Pós-Desastre e a Cartografia de Risco Geológico, ações que se mostraram essenciais para salvar vidas, orientar as medidas emergenciais, otimizar recursos públicos e embasar o planejamento de longo prazo.
Durante a abertura, a deputada Laura Sito destacou o protagonismo do Serviço Geológico do Brasil diante da crise:
“O SGB não apenas esteve na linha de frente durante a enchente, fornecendo dados e orientações em tempo real, como segue sendo um pilar na reconstrução dos nossos territórios. Sua atuação é a prova de que a ciência e serviço público, quando alinhados, são instrumentos poderosos para salvar vidas e garantir justiça territorial. Esta exposição é um tributo ao compromisso do SGB com um futuro mais seguro e ao seu papel na prevenção de novas catástrofes que, infelizmente, tendem a se repetir se não agirmos com responsabilidade e planejamento”, afirmou a parlamentar.
A exposição também convida o público a refletir sobre a importância da valorização do conhecimento geocientífico no contexto das mudanças climáticas, do ordenamento urbano e da justiça ambiental. A proposta é sensibilizar a população e os tomadores de decisão sobre a necessidade de investir em pesquisa, prevenção e planejamento urbano adaptado às peculiaridades geográficas e hidrográficas de cada região.
“Marcas da Água” é mais do que uma retrospectiva. É um chamado à memória, à ação e à responsabilidade coletiva frente aos desafios que se impõem em tempos de emergência climática. A entrada é gratuita, e a visitação acontece até 27 de junho, na sede da Assembleia Legislativa.

