
Para o deputado Adão Villaverde, o prefeito da capital gaúcha foi infeliz e equivocado ao pedir para a presidência da República a intervenção das Forças Armadas e do Exército em Porto Alegre, durante o julgamento de recurso de defesa do ex-presidente Lula no TRF 4, no próximo dia 24.
“Ele cometeu erros políticos e técnicos tão grosseiros que foi desmoralizado pelo secretário estadual de Segurança e pelo ministro da Defesa que rejeitaram imediatamente a iniciativa, que extrapola as atribuições constitucionais de um gestor municipal, atropela o Executivo estadual, acirra os ânimos e agride a própria democracia”, disse o parlamentar.
“É um comportamento incompatível com a dimensão e o significado da representação delegada a prefeito de uma cidade historicamente comprometida com as manifestações democráticas, que até sediou o Fórum Social Mundial com repercussão internacional pela defesa dos direitos humanos e da cultura da convivência pacifica entre os povos”, afirmou o deputado. De acordo com Villaverde, o prefeito deveria ser um mediador de sensibilidades e de temas conflitivos, preocupado em proteger os cidadãos e garantir a livre manifestação de opinião.
Ponderando que, talvez, o que tenha interferido fortemente na decisão provocativa do prefeito seja sua formação política e familiar pois é filho de um defensor e líder parlamentar da truculenta ditadura instalado por 21 anos no país, Villaverde observa que os cidadãos porto-alegrenses padecem de muitos problemas mais sérios e urgentes que merecem a atenção do gestor.
Texto: André Pereira (MTE 4704)