quinta-feira, 03 abril

Acompanhando a comitiva do Ministério da Saúde, liderada pelo ministro Alexandre Padilha, o deputado Valdeci Oliveira participou neste sábado (15), na Capital, da assinatura do lançamento do edital de licitação para as obras do Centro de Diagnóstico e Terapia (CDT) do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), que integra a rede de hospitais federais do Brasil. Com recursos na ordem de R$ 250 milhões, o empreendimento faz parte dos investimentos do governo Lula dentro do segmento “Saúde”, no Novo PAC.

O prédio terá nove andares e ampliará todos os serviços de exames e procedimentos terapêuticos, devendo atingir mais de 600 mil exames por ano, que se somarão à capacidade atual, incluindo laboratoriais, ressonâncias magnéticas, tomografias, endoscopias, entre outros. “Trata-se de oferecer serviços totalmente SUS, ou seja, de forma universal e gratuita, com maior efetividade, acessibilidade e conforto à população gaúcha. Estamos falando de uma área de 9 mil m2 com novas tecnologias e com a atualização das já existentes e que irá liberar outras unidades do Grupo, como o Hospital Fêmina e Hospital da Criança Conceição, para mais serviços”, explicou Valdeci, que é membro efetivo da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa.

“Ter um governo comprometido com a saúde pública ajuda muito, mas a sociedade também precisa atuar na defesa, no fortalecimento e na ampliação do SUS, pois a grande beneficiada é ela própria”, completou. Esse é o segundo grande investimento federal no Estado na área da Saúde Pública desde que o governo Dilma Rousseff deu início, em 2011, às obras de ampliação do Hospital de Clínicas, também na Capital, um investimento de R$ 555 milhões e que aumentou a estrutura física da instituição em 70%. No ano passado, integrando as ações para a reconstrução do Estado, foi inaugurado o Centro de Oncologia e Hematologia do GHC para prestar assistência 100% SUS a pacientes com câncer. Nele, foram investidos R$ 144 milhões do Governo Federal.

Mutirão de exames e cirurgias vai reduzir filas do SUS
A agenda de Alexandre Padilha incluiu ainda a inauguração do primeiro mutirão de exames e cirurgias do ano, realizado nas unidades do GHC, cujo foco é a saúde de mulheres e pacientes oncológicos. O objetivo é reduzir o tempo de espera dos diagnósticos e acelerar a realização de cirurgias eletivas. Conforme o Ministério da Saúde, a partir de dados levantados pela área técnica do GHC, em um dia o mutirão garantirá 339 atendimentos – 88 cirurgias gerais, pediátricas, ginecológicas, ortopédicas, entre outras especialidades, e 251 exames, que incluem mamografias, biópsias de mama, e eletrocardiogramas. “Minha obsessão é a mesma do presidente Lula, e sou cobrado por ele: reduzir o tempo de espera para o atendimento especializado”, destacou o ministro.

Durante a atividade, o superintendente do GHC, Gilberto Barichello, anunciou também que a Instituição vai começar a funcionar em três turnos durante a semana, de segunda a sexta-feira, e aos sábados. “Me incomodava ver tanta tecnologia desligada da tomada na parte da noite e não sendo utilizada nos finais de semana. O sábado agora é dia útil, com o Centro de Diagnóstico e a Sala de Cirurgia atuando das 7h às 19h. Durante a semana, a ampliação se dará das 19h até 1h da madrugada. Só com o terceiro turno vamos aumentar (o número de atendimentos) em 20%. Aproveitamos a capacidade instalada”, detalhou Barichello. “Vamos levar o exemplo do GHC para outros hospitais, replicar o modelo”, afirmou Padilha.

Barichello apresentou também os resultados obtidos pelo grupo hospitalar a partir de um novo modelo de cuidado voltado para especialidades que concentram grande parte da demanda. Nessa estratégia, exames e consultas são realizados de forma integrada, com foco no diagnóstico do paciente e não na realização de procedimentos isolados. “Antes, entre a suspeita ao diagnóstico de câncer se passavam 71,7 dias. Hoje reduzimos para 17 dias. O câncer de próstata era de 48 dias e passamos para 17, o gástrico de 65 diminuímos para 13 dias”, enumerou o gestor.

Governo Lula amplia investimentos no GHC
Outros números apresentados mostram que, se em 2022 o investimento federal no GHC foi de R$ 9 milhões, em 2024, ele saltou para R$ 107 milhões, o que garantiu um significativo aumento na oferta de serviços, com as cirurgias chegando perto de 69 mil (contra 58 mil em 2018), quase 1,9 milhão de consultas (1,7 milhão em 2022), 3 milhões de diagnósticos (contra 2,2 milhões em 2022) e 60 mil internações (52 mil em 2022). “São dados que provam que quando se trata de saúde, não estamos falando em custos, mas em investimentos”, finalizou Valdeci.

Também participaram da solenidade o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Pepe Vargas, parlamentares estaduais como Sofia Cavedon, Jeferson Fernandes, Miguel Rossetto e Laura Sito, as deputadas federais Maria do Rosário e Daiana Santos, os vereadores de Porto Alegre Alexandre Bublitz e Natasha Ferreira e os gestores da saúde de Porto Alegre, Fernando Ritter, e do Estado, Arita Bergamann, representantes do controle social do SUS que integram os Conselhos Municipal e Estadual de Saúde, além de servidores do GHC e organizações da sociedade civil que atuam na defesa da saúde pública.

Texto: Tiago Machado (MTE 9.415) e Marcelo Antunes (MTE 8.511)
Foto: Christiano Ercolani/ALRS

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