quinta-feira, 03 abril

A instalação do Fórum Democrático de Desenvolvimento Regional (FDDR), nesta segunda-feira (17), para a gestão 2025/2026 marca o início de uma série de encontros ao longo do ano para debater desenvolvimento e sustentabilidade no RS. O presidente da Assembleia Legislativa, Pepe Vargas na ALRS, e o diretor do Fórum, Ronaldo Zulke, conduziram a abertura do evento, que ocorreu na sala Adão Pretto.

O espaço discutirá temas como pedágios, concessões de energia e água. Além de representar um canal aberto entre o Parlamento e a população, o Fórum — que conta com a participação de 82 entidades — visa ouvir as demandas da sociedade para subsidiar políticas e leis. Ao destacar o número recorde de inscritos no Fórum, Pepe reforçou a importância de discutir o tema central da gestão 2025/2026 – “Pacto RS 25, o crescimento sustentável é agora”. Pepe Vargas afirmou que o Rio Grande do Sul vem perdendo protagonismo nos últimos anos no contexto nacional.

Entre as causadas apontadas pelo parlamentar estão os eventos climáticos que atingiram o Estado desde 2020. “Se tivéssemos ações mais precisas e tivéssemos tomado algumas medidas, talvez nós teríamos também impactos de clima, mas não com os prejuízos que temos. Postergar ações de mitigação, postergar ações de adaptação às mudanças do clima, vai nos levar a ter mais prejuízos do que se enfrentarmos esse tema de forma mais decidida nesse momento e no futuro do nosso Estado”, avaliou. Conforme Pepe Vargas, a Assembleia deve participar e contribuir com esse debate.

“O maior ou menor sucesso de enfrentarmos as mudanças do clima dependerá do maior ou menor envolvimento do conjunto da população. Não basta só os governos, é preciso o envolvimento do conjunto da população. Queremos fazer esse debate não só aqui em Porto Alegre, obviamente, na Capital do nosso Estado, mas pretendemos levar esse debate para as diversas regiões do Estado”, sustentou. Ao explicar os objetivos do Fórum, Zulke afirmou que o espaço visa construir diretrizes para o desenvolvimento sustentável do RS.

Na avaliação de Zulke, a crise climática tem as suas causas em um modelo de desenvolvimento que vem provocando graves desequilíbrios e aprofundando as vulnerabilidades sociais e ambientais. “É possível e necessário caminhar no sentido de um modelo que seja capaz de combinar o crescimento econômico, gerando emprego, gerando renda para o nosso povo, com a sustentabilidade ambiental e com a redução das desigualdades, sejam elas regionais, sejam elas sociais”, explica.

O debate será constituído a partir de quatro eixos: Transição Ecológica; Sustentabilidade na Indústria, no Comércio e nos Serviços; Sustentabilidade na Agricultura e Pecuária; e nas Desigualdades Regionais e Sociais. “Com base nesses quatro eixos temáticos, nós vamos então estimular a discussão, organizando os eventos a partir de hoje”, finalizou.

Texto: Felipe Samuel (MTE 12.344)
Foto: Kelly Demo Christ

 
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