quinta-feira, 03 abril

O Comitê Gestor do Movimento Rio Grande Contra a Fome fará na próxima quarta-feira (19) a apresentação da prestação de contas dos recursos já executados e exibirá o seu plano de trabalho contendo as ações previstas para o exercício de 2025. O encontro, que será realizado às 11h30min, no gabinete do presidente da Assembleia Legislativa, deverá reunir representantes de todos os poderes que integram o Movimento, como o Parlamento estadual, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público, a Defensoria Pública, o Tribunal de Contas e o governo do Estado.

Instituições e entidades gaúchas da sociedade civil também participam da iniciativa, criada em 2022 por sugestão do então presidente do Legislativo estadual e coordenador do colegiado, deputado Valdeci Oliveira, como forma de unir esforços e atuar em sinergia no combate à insegurança alimentar em solo gaúcho. “Chamar a atenção da sociedade para esse problema e colocar o assunto em permanente debate também fazem parte do nosso objetivo. Mas o mais importante é fazer chegar o alimento para quem mais precisa”, avalia Valdeci.

Segundo o parlamentar, a aquisição de cestas básicas diretamente de cooperativas vinculadas aos movimentos sociais do campo foi outro avanço conquistado pelo RS Contra a Fome. “Com muito diálogo e a transparência que esse tipo de iniciativa exige, desde o ano passado, de forma inédita, estamos focando na compra junto aos micro e pequenos produtores rurais do nosso Estado, via cooperativas, ao invés de buscar os alimentos em grandes redes de atacado”, explica Valdeci.

Ele observa que dessa forma é possível atuar nas duas pontas. “Auxiliamos quem não tem condições de adquirir alimentos em quantidade suficiente e quem precisa de fomento para a produção e venda, no caso as pequenas propriedades da agricultura familiar. Só em 2024 foram adquiridas 75 mil cestas, beneficiando mais de 300 mil pessoas com comida de qualidade”, compara o deputado.

Para esse ano, estão previstas a aquisição de mais 1,67 mil toneladas de alimentos, incluindo arroz polido, feijão preto, farinha de milho, macarrão, carnes bovina, suína e de frango congeladas e aipim, além de 50 mil dúzias de ovos, que serão destinados a bancos de alimentos, cozinhas comunitárias solidárias e restaurantes populares. Os recursos são oriundos do orçamento próprio da Assembleia Legislativa, que repetiu a doação de R$ 20 milhões (feita em 2023 e executada no ano passado) de seu orçamento para a concretização da proposta.

“É o que chamamos de jogo ganha-ganha, não tem perdedor”, diz Valdeci. A execução operacional da compra e da distribuição dos produtos ficará a cargo da Secretaria Estadual de Assistência Social, que gerencia o Fundo Estadual da Assistência Social.

Texto: Tiago Machado (MTE 9.415) e Marcelo Antunes (MTE 8.511)
Foto: Lucas Kloss – ALRS

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