O líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa, deputado Miguel Rossetto, defendeu na tribuna, a criação de uma Comissão de Meio Ambiente. Durante a sessão plenária desta terça-feira (25/02), argumentou que todas as Assembleias Legislativas da região Sul, Sudeste e Centro-Oeste possuem comissões permanentes dedicadas à agenda do Meio Ambiente, exceto o Rio Grande do Sul e não seria adequado que o Parlamento gaúcho não contribuísse para que o estado se prepare para as mudanças climáticas.
Para o parlamentar, ao sair de um período de apoio aos produtores gaúchos por conta das enchentes, o RS entra o primeiro semestre de 2025 tratando das perdas provocadas pela estiagem. Um exemplo disso, citou, foi a redução do nível do Rio Gravataí, que obrigou o estado a suspender o abastecimento de água. “Vivemos recentemente temperaturas altíssimas, também uma situação inédita em que estávamos respirando fumaça, ar com partículas. “Atravessamos um período de cheias, convivemos com enorme prejuízo social, com perdas de vidas, prejuízos econômicos por conta das enchentes de maio que foram subsequentes às grandes enchentes do mês de setembro de 2023, especialmente no Vale do Taquari”.
Por conta das mudanças climáticas, sustentou o líder petista, é preciso que o Parlamento constitua definitivamente uma comissão dedicada ao meio ambiente “de tal forma que possa colaborar com os esforços para preparar o estado do RS a uma convivência com essas que já é uma realidade que são as mudanças climáticas que tem atingido o estado”, defendeu.
Rossetto protocolou ainda no mês de maio de 2024 uma proposta que está sob avaliação da Mesa Diretora para a constituição da Comissão do Meio Ambiente. “É fundamental que a Assembleia que cumpra com a sua responsabilidade, faça o dever de casa e se prepare institucionalmente com uma comissão dedicada a colaborar com a sociedade gaúcha e dialogar com as demais instituições de governo”.
Texto: Claiton Stumpf
Foto: Vanessa Vargas