sexta-feira, 04 abril
Foto: Mauro Mello

“Se para o governador Eduardo Leite, um estado ajustado é um estado contabilmente e artificialmente ajustado, para nós do PT, um estado ajustado é aquele em que todos os gaúchos tenham trabalho, onde a escola pública seja valorizada e uma referência de qualidade à sua comunidade, onde o Sistema Único de Saúde não tenha as filas crescentes que tem, onde o governo dialoga com os municípios e as regiões em um efetivo projeto de desenvolvimento”. A afirmação foi feita pelo deputado Miguel Rossetto durante uma declaração de liderança em nome da bancada do PT, na sessão plenária híbrida da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (15), rebatendo as declarações feitas pelo governador durante apresentação da mensagem ao Parlamento, na terça-feira.
Rossetto observou que a sociedade gaúcha colocou a bancada do PT na condição de oposição, por isso o coletivo tem um compromisso com o povo gaúcho. “Digo isso a partir da mensagem e da fala do governador Eduardo Leite, ontem (terça-feira), aqui nesta tribuna, onde ele apresentou a falsa ideia de que o Estado do Rio Grande do Sul é um estado ajustado. Mas como a vida traz através de seus símbolos as suas contradições, ao mesmo tempo em que governador dizia isso, à sua frente, nas galerias estavam centenas de profissionais que trabalham na área da educação sem salários, com salários atrasados desde dezembro”, pontuou.

O deputado criticou o entendimento do governador para quem, “um estado ajustado é aquele com receitas extraordinárias por conta das privatizações e por conta do aumento da alíquota do ICMS, com despesas ajustadas de forma insustentável pela brutal desvalorização dos servidores públicos”. Rossetto lembrou ainda que Eduardo Leite fala em valorizar a educação, mas abandona e destrói a educação humilhando professores e funcionários de escolas.

Para Rossetto, o Estado é desajustado também na área da saúde, onde o governo apresenta um projeto chamado de “Assistir” que retira recursos de praticamente todos os hospitais públicos da região metropolitana, reduzindo os investimentos necessários para garantir uma ampliação do SUS. Graças à ausência de um governo comprometido com o seu povo, observou, é o Rio Grande do Sul que dispõe hoje do menor piso salarial de toda a região Sul. “Se no Paraná, o piso salarial que garante a remuneração mínima para todos os trabalhadores e trabalhadoras com carteira assinada está vigendo em R$1.800 a partir de 1º de janeiro, aqui no Rio Grande do Sul não chega a R$ 1.450, portanto este é um estado desajustado por conta do desemprego, do empobrecimento, da desigualdade social, da escola pública abandonada, do SUS com fila e de uma população que sofre. Por isso somos oposição e serão essas pautas que interessam a nosso povo que irão pautar o nosso compromisso e o nosso comportamento pelos próximos quatro anos”.

Texto: Claiton Stumpf (MTB 9747)

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